sábado, 18 de abril de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
OS QUATRO ARQUÉTIPOS DA SOBREVIVÊNCIA
Usando os Arquétipos para Compreender as Mudanças em sua Vida.
A Criança, a Vítima, a Prostituta e o Sabotador estão todos intensamente
envolvidos em seus desafios mais prementes relacionados à sobrevivência. Cada
um representa problemas, medos e vulnerabilidades diferentes que vocês precisam
confrontar e superar como parte do seu Contrato Sagrado. Ao assim fazerem,
vocês verão estes quatro arquétipos como os seus aliados mais confiáveis, que
podem representar forças espirituais assim como materiais. Eles podem se tornar
os seus guardiões e preservarão a sua integridade. Tenham em mente que, como
todos os arquétipos, as suas energias são essencialmente neutras, apesar das
conotações negativas dos seus nomes. (Embora a própria criança pareça positiva,
variantes como Criança Ferida, Necessitada ou Órfã, tem uma tonalidade similar
negativa.)
O esboço do seu Contrato Sagrado pode ter sido consentido antes do seu
nascimento, entretanto o modo no qual vocês respondem aos desafios que lhes são
apresentados, e como vocês escolhem interagir com as pessoas com quem vocês têm
contratos, é inteiramente da sua responsabilidade. Se as suas escolhas forem
feitas inconscientemente e vocês agirem defensivamente e temerosamente, vocês
podem não aprender e crescer como deveriam. Quanto mais conscientes puderem
permanecer sobre os padrões arquetípicos que influenciam o seu comportamento, é
mais provável que as suas escolhas e lições sejam positivas. Agora vamos olhar
rapidamente cada um dos quatro arquétipos de sobrevivência e ver como vocês
podem aprender deles.
A CRIANÇA
A personalidade madura do arquétipo da Criança estimula esta nossa parte
que anseia por ser alegre e inocente, esperando os milagres do amanhã,
independente da idade. Esta parte de nossa natureza contribui intensamente com
a nossa habilidade de sentir a diversão em nossas vidas, equilibrando a
seriedade das responsabilidades adultas. A Criança equilibrada é um encanto
quando está perto, por causa da energia que flui desta parte de nossa
responsabilidade e que é positivamente contagiante e exibe o melhor nos outros,
assim como em nós.
A Criança também estabelece as nossas percepções da vida, a segurança, o
cuidado, a lealdade e a família. Seus muitos aspectos incluem a Criança Ferida,
Abandonada ou Órfã, Dependente, Inocente, da Natureza e Divina. Estas energias
podem surgir em resposta a diferentes situações nas quais vocês se encontrem,
entretanto, o problema essencial de todos os arquétipos da Criança é a
dependência versus responsabilidade: quando assumir a responsabilidade, quando
ter uma dependência saudável, quando enfrentar o grupo, e quando aceitar a vida
pública. Cada uma das variantes do arquétipo da Criança é caracterizada por
determinadas tendências, incluindo as tendências da sombra.
A CRIANÇA FERIDA
O arquétipo da Criança Ferida mantém as memórias do abuso, da
negligência, e outros traumas que sofremos durante a infância. Este é o padrão
da Criança com que a maior parte das pessoas se relaciona, particularmente
desde que ela se tornou o foco da terapia desde os anos 60. Muitas pessoas
responsabilizam o relacionamento com os seus pais por ter criado a Criança
Ferida, por exemplo, para todos os seus relacionamentos disfuncionais
subseqüentes. No lado positivo, as experiências dolorosas da Criança Ferida,
freqüentemente despertam um profundo sentimento de compaixão e um desejo de
ajudar outras Crianças Feridas. De uma perspectiva espiritual, uma Criança
Ferida abre o caminho da aprendizagem do perdão.
O aspecto sombra pode se manifestar como um sentimento permanente de
auto-piedade, uma tendência a responsabilizar os nossos pais por nossos
defeitos atuais e de resistirmos a mudarmos através do perdão. Ele pode também
nos levar a buscar a figura paterna ou materna em todas as situações difíceis,
e não a confiarmos em nossa própria desenvoltura.
A CRIANÇA ORFÃ
Desde a Pequena Órfã Annie à Cinderela, a Criança Órfã, conhecida
principalmente nas histórias das crianças, reflete as vidas das pessoas que
sentem desde o nascimento, como se elas não fossem uma parte da sua família,
incluindo a psique da família ou o espírito tribal. Mas porque os órfãos não
são permitidos no círculo familiar, eles têm que desenvolver a independência
precocemente. A ausência de influências, atitudes e tradições familiares,
inspira ou impele a Criança Órfã a construir uma realidade baseada no
julgamento e na experiência pessoal.
O aspecto sombra se manifesta quando os Órfãos nunca se recuperam dos
sentimentos do abandono, e a cicatriz da rejeição da família reprime o seu
amadurecimento, levando-as freqüentemente a buscar estruturas familiares
substitutas para experienciarem a união tribal. Os grupos de apoio terapêutico
se tornam tribos ou famílias sombra para uma Criança Órfã que sabe em seu âmago
que a cura destas feridas requer o avanço para a idade adulta. Por esta razão,
estabelecer relacionamentos maduros permanece um desafio.
A CRIANÇA MÁGICA/INOCENTE
A Criança Mágica vê o potencial para a beleza sagrada em todas as coisas
e agrega qualidades de sabedoria e coragem diante das circunstâncias difíceis.
Um exemplo é Anne Frank, que escreveu em seu diário que apesar de todo o horror
que envolvia a sua família, enquanto estava escondida dos Nazistas em um sótão,
ela ainda acreditava que a humanidade era basicamente boa. Este arquétipo é
também dotado com o poder da imaginação e a crença de que tudo é possível.
A energia sombra da Criança Mágica se manifesta como a ausência da
possibilidade de milagres e da transformação do mal em bem. Atitudes de
pessimismo e de depressão, particularmente quando explora os sonhos,
freqüentemente surgem de uma Criança Mágica prejudicada, cujos sonhos eram o
tolo pensamento de “era uma vez” através dos adultos cínicos. A sombra pode
também se manifestar como uma crença de que a energia e a ação não são necessárias,
permitindo que se retire para a fantasia.
A CRIANÇA DA NATUREZA
Este arquétipo inspira um profundo e íntimo vínculo com as forças
naturais, e tem uma particular afinidade pelas amizades com os animais. Embora
a Criança da Natureza tenha qualidades emocionais, sensíveis, ela pode ter
também uma obstinação e uma habilidade interior para a sobrevivência – o poder
de recuperação da própria Natureza. As Crianças da Natureza podem desenvolver
habilidades avançadas de comunicação com os animais. Nas histórias que refletem
este arquétipo, um animal vem freqüentemente ao resgate de sua criança
companheira. Muitos veterinários e ativistas dos direitos dos animais ressoam
com este arquétipo porque eles sentiram uma harmonia consciente com os animais desde
a infância. Outros adultos descrevem que estão em comunicação com os espíritos
da natureza e aprendendo a trabalhar em harmonia com eles, mantendo a ordem da
natureza.
O aspecto sombra da Criança da Natureza se manifesta em uma tendência
para abusar dos animais, das pessoas e do meio ambiente.
Entretanto, um amor pelos animais não é suficiente para qualificar este
arquétipo. Um padrão vitalício de se relacionar com os animais de um modo
íntimo e carinhoso, até o ponto que a sua psique e seu espírito precisam destes
laços como uma parte crucial de seu bem-estar, é o seu melhor indício.
PUERI/PUELLA ETERNIS (O MENINO/MENINA ETERNO)
Este arquétipo nos leva a permanecer eternamente jovens no corpo, mente
e espírito, e a não deixar que a idade nos impeça de curtir a vida. A sombra da
Criança Eterna se manifesta freqüentemente como uma inabilidade de crescer e
aceitar a vida responsável de um adulto. Como Peter Pan, o Eterno Menino que
resiste a terminar um ciclo da vida no qual ele é livre para viver fora dos
limites do adulto convencional. A sombra da Criança Eterna pode se manifestar
nas mulheres com extrema dependência em relação àqueles que se encarregaram de
sua segurança física. Ela não pode aceitar o processo do envelhecimento. Embora
poucas pessoas se encantem no término de sua juventude, a Criança Eterna é
algumas vezes deixada debatendo-se e sem ancoragem entre os estágios da vida,
por não ter preparado um alicerce para um adulto atuante.
A CRIANÇA DEPENDENTE
A Criança Necessitada ou Dependente mantém um opressivo sentimento de
que nada é satisfatório, e está sempre procurando substituir algo perdido na
infância.- embora exatamente o que nunca é claro. Como com a Criança Ferida,
isto leva a surtos de depressão, somente que mais graves. A Criança Dependente
tende a ficar focalizada em suas próprias necessidades, freqüentemente incapaz
de ver a necessidade dos outros. Como com todos os arquétipos aparentemente
negativos, vocês podem aprender a reconhecer o seu aparecimento e usá-lo como
um guia para alertá-los quando estiverem em perigo de entrarem em atitudes e
comportamento de necessidade e de introspecção.
A CRIANÇA DIVINA
A Criança Divina está intimamente relacionada tanto com a Criança
Inocente como com a Criança Mágica, mas é distinguida delas pela sua missão
redentora. Ela está associada com a inocência, com a pureza, com a redenção,
qualidades divinas que sugerem que a Criança aprecia uma união especial com o
Divino. Poucas pessoas estão inclinadas a escolher a Criança Divina como o seu
arquétipo dominante de Criança, entretanto, porque elas têm dificuldade em
reconhecer isto, elas poderiam viver continuamente na inocência divina. E,
entretanto, a divindade é também um ponto de referência de seu espírito
interior a que vocês podem se dirigir quando estiverem em um processo
consciente de escolha. Vocês também podem supor que algo divino não pode ter um
aspecto sombra, mas isto não é realista. A sombra deste arquétipo se manifesta
como uma inabilidade de se defender contra forças negativas. Até os deuses
míticos e os mestres mais espiritualizados – incluindo Jesus, que é o padrão da
Criança Divina para a tradição Cristã – expressou simultaneamente a raiva e a
força espiritual ao se confrontar com aqueles que reivindicavam representar o céu
enquanto manifestavam a injustiça, a arrogância, ou outras qualidades negativas
(pensem na ira de Jesus diante dos mercadores do Templo). Avaliem o seu
envolvimento com este arquétipo, perguntando se vocês percebem a vida através
dos olhos de um Deus/Deusa benevolente, confiante, ou se vocês tendem a
responder inicialmente com medo de ser ferido ou com um desejo de ferir os
outros primeiro.
A VÍTIMA
Não se enganem pelo nome deste arquétipo. Quando reconhecida
convenientemente, a Vítima pode alertá-los da possibilidade de que vocês
estejam prestes a se deixarem ser vitimados, seja através da passividade ou de
ações inapropriadas. Pode também ajudá-los, reconhecer a sua própria tendência
a vitimar outros para ganho pessoal. Nós precisamos desenvolver esta clareza do
insight, entretanto, isto significa aprender a natureza e a intensidade da
Vítima interior.
Em sua manifestação sombra, a Vítima lhes diz que sempre há um
oportunismo e que nunca é a sua culpa. Nós podemos gostar de desempenhar a
Vítima às vezes, por causa da resposta positiva que obtemos na forma de
simpatia ou piedade. Nosso objetivo é sempre aprender como reconhecer estas
atitudes inapropriadas em nós mesmos e nos outros, e agir adequadamente. Não
pretendemos ser vitimados na vida, mas aprender como lidar com os desafios e
escaparmos de nossos medos.
Ao estabelecerem contato com a sua própria Vítima interior,
perguntem-se:
Eu responsabilizo outros pelas circunstâncias da minha vida?
Eu passo o tempo em depressão ou auto-piedade?
Eu invejo outros que sempre parecem obter o que eles querem da vida?
Eu me sinto vitimado pelos outros quando as situações não transcorrem do
modo que eu queria?
Eu tenho a tendência a me sentir mais impotente do que poderoso?
O SABOTADOR
Este pode ser o mais difícil de todos os arquétipos de se compreender,
porque o seu nome está associado com traição. Entretanto, o propósito deste
arquétipo não é sabotá-los, mas ajudá-los a aprender os muitos modos nos quais
vocês se debilitam. Com que freqüência vocês colocam novos planos em movimento,
somente para perderem o ânimo e permanecerem do mesmo modo, devido aos medos
que debilitam estes planos otimistas? Ou vocês começam um novo relacionamento e
então o destroem, porque vocês começam a imaginar um resultado doloroso? Vocês
começam um relacionamento ativo com outra pessoa e se encontram novamente em um
conflito de poder que poderia ser estabelecido pacificamente – mas vocês caem
no mesmo padrão destrutivo porque vocês temem a outra pessoa.
Os medos e os problemas do Sabotador estão todos relacionados com a
baixa auto-estima que os leva a fazer escolhas que impedem a sua capacitação e
o seu sucesso. Como com a Vítima e a Prostituta, vocês precisam encarar este
poderoso arquétipo que todos nós possuímos e torná-lo um aliado. Quando o
fizerem, perceberão que ele chama a sua atenção para as situações nas quais
vocês estejam em perigo de serem sabotados, ou de se sabotarem. Uma vez que
estejam confortáveis com o Sabotador, vocês aprendem a ouvir e a prestarem atenção
a estes avisos, preservando-se da tristeza inenarrável de cometer os mesmos
erros inúmeras vezes. Ignorem-no, e o Sabotador sombra se manifestará na forma
de comportamento autodestrutivo ou com o desejo de enfraquecer outros.
Para aprender como se tornar consciente da ação do Sabotador interior,
façam a si mesmos estas perguntas:
Quais os medos que têm mais autoridade sobre mim? Listem três.
O que acontece quando um medo me surpreende? Isto me torna silencioso?
Eu permito que as pessoas falem por mim?
Eu tenho permitido que oportunidades criativas sejam ignoradas?
Quão consciente eu estou no momento em que estou me sabotando?
Eu sou capaz de reconhecer o Sabotador nos outros?
Eu seria capaz de oferecer conselho aos outros sobre como desafiar o
Sabotador? Caso afirmativo, qual seria?
A PROSTITUTA
Nenhum de nós pensa gentilmente no termo: “prostituta”, e, entretanto, a
partir deste arquétipo nós aprendemos o grande presente de nunca novamente ter
que comprometer (expor) o nosso corpo, mente ou espírito. Vocês já podem ter
alcançado o ponto no qual a Prostituta se tornou uma parte madura de si mesmos,
que os envolve com um forte campo vibracional que diz: “Não está à venda”.
O arquétipo da Prostituta engaja lições na venda ou na negociação da
integridade ou do espírito, devido aos medos da sobrevivência física ou para
ganho financeiro. Ele ativa os aspectos do inconsciente que estão relacionados
com a sedução e o controle, por meio dos quais vocês sejam tão capazes de
adquirir um controle sob outra pessoa, vendendo o seu poder. A prostituição
deveria ser compreendida como a venda ou a liquidação de seus talentos, idéias
e qualquer outra expressão do eu. A aprendizagem essencial da Prostituta se
relaciona com a necessidade de criar e refinar a auto-estima e o respeito
próprio.
Nós nos prostituímos quando vendemos os nossos corpos ou mentes por
dinheiro ou quando comprometemos a nossa moral e a nossa ética para ganho
financeiro. Isto pode incluir a permanência em um casamento ou emprego quando
colocado em risco o nosso bem-estar por razões de segurança financeira.
Ao identificarem este arquétipo, perguntem-se:
Eu já negociei com pessoas ou organizações em que verdadeiramente eu não
confiava?
Eu já permaneci em uma situação que me oferecia proteção financeira por
causa de um desejo de segurança financeira?
Eu já coloquei outra pessoa na posição de comprometê-lo, a fim de
adquirir poder sobre este indivíduo?
Eu já “comprei” a lealdade, o apoio, ou até o silêncio de outra pessoa,
a fim de ter a minha condição?
De outra perspectiva:
Eu já ofereci ajudar outra pessoa que estava enfraquecida pelo seu
Arquétipo de Prostituta?
Eu julgo outros porque eles se encontram continuamente se comprometendo?
Eu os considero fracos e a mim mesmo como uma pessoa melhor?
E ainda de outra perspectiva:
Eu já me senti sendo impulsionada para uma circunstância que exigiria de
mim a venda da minha ética, mas então me percebi suficientemente forte para
dizer “não”?
Fonte: Usando os Arquétipos para Compreender as Mudanças
em sua Vida. Caroline Myss, 18 de Agosto de 2009.
CURIOSIDADE - O USO DOS COSMÉTICOS
Muita gente não sabe, mas os primeiros registros da
utilização de cosméticos datam do Egito antigo, em 3000 A.C. Já nessa época os
egípcios pintavam os olhos para evitar a contemplação direta do deus Sol,
usando cera de abelhas, mel e leite no preparo de cremes. Do ponto de vista
místico, acreditava- se que os deuses Horus e Ra protegiam de infecções os
olhos daqueles que usavam pintura.
Agora, um estudo recém-divulgado por pesquisadores
franceses detalha como a maquiagem servia de escudo para os olhos de nobres e
trabalhadores.
Embora já soubessem da presença do chumbo e do uso
medicinal da maquiagem, os cientistas não conseguiam explicar como uma tinta
que contém um metal tóxico podia fazer bem aos egípcios. Normalmente, o chumbo
é considerado tóxico. Mas ele pode ter efeitos positivos em concentrações muito
baixas. Bactérias eram abundantes nas águas paradas que o rio Nilo deixava
antes de sua cheia. Por isso, os egípcios usavam seus cosméticos para prevenir
ou tratar infecções oculares.
Para deixar sua pele mais macia. Cleópatra tomava banho
com leite de cabra.
Agora, algo que não dá para acreditar é que durante a
Idade Média os cosméticos desapareceram na Europa, pois a Igreja Católica
proibiu o culto à beleza e o Parlamento Inglês condenou a prática, alegando ser
bruxaria, ameaçando com prisão quem fizesse uso de tais produtos. (por isso
algumas guardam essas memórias até hoje e não gostam de usar maquiagem - o
inconsciente avisa que pode haver perigo, é uma defesa natural do ego).
O uso voltou na época das Cruzadas, quando o banho não
era diário e os odores corporais eram disfarçados pelo uso de perfumes. Foi
nessa época que a perfumaria se desenvolveu na cidade de Paris.
Os pós faciais, que surgiram em 4 000 a.C. na antiga
Grécia, eram perigosos porque tinham uma grande quantidade de chumbo em sua
composição e chegaram a causar várias mortes prematuras. O rouge era um pouco
mais seguro. Embora fosse feito com amoras e algas marinhas, substâncias
naturais, sua cor era extraída do cinabre (sulfeto de mercúrio), um mineral
vermelho. O mesmo rouge era usado nos lábios, como batom, onde era mais
facilmente ingerido e também causava envenenamento.
O costume de pintar as unhas nasceu na China, no século
III a.C. As cores do esmalte indicavam a classe social do indivíduo. Os
primeiros eram feitos de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelha.
Os reis pintavam as unhas com as cores preta e vermelha, depois substituídas
pelo dourado e pelo prateado. No Egito antigo, a tradição se repetiu.
ÍSIS – DEUSA DA MAGIA
A Deusa Ísis foi admirada por multidões. Foi esposa fiel (mesmo depois da morte do
marido), mãe dedicada e compassiva, protetora das crianças. É uma grande e
sábia maga, ambiciosa e astuta, e sensível às tristezas humanas.
Segundo a mitologia egípcia, a história de Ísis começa
quando ela e seu irmão e marido Osíris, vivem entre os homens, reinando sobre
todo o Egito, com grande sabedoria. O irmão Set, mata e esquarteja Osíris.
Pouco depois da morte de Osíris, Ísis tem um filho, Hórus, destinado a proteger
o Egito Antigo como deus supremo, o grande deus do Sol nascente.
Ísis sai então pelo Egito, juntando os pedaços do irmão
morto, até que reconstitui seu corpo. A deusa faz muitos encantamentos,
pronuncia palavras sagradas, dispõe amuletos sobre a múmia, e finalmente Ísis e
Néftis agitam suas grandes asas sobre o corpo inanimado, onde os olhos de
Osíris abrem-se. O deus assassinado desperta para uma nova vida, porém, jamais
voltará à vida terrestre, segundo as ordens de Rá, avô de Ísis.
Depois de morrer, Osíris vai morar no Sol, e Ísis na Lua,
dai advindo a crença de que as chuvas torrenciais, que caem por influência
lunar, são na realidade o pranto de Ísis por seu irmão e amante. Ísis é a deusa
egípcia da natureza, que traz as cheias do rio Nilo, tornando a terra mais
fértil.
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