Muita gente não sabe, mas os primeiros registros da
utilização de cosméticos datam do Egito antigo, em 3000 A.C. Já nessa época os
egípcios pintavam os olhos para evitar a contemplação direta do deus Sol,
usando cera de abelhas, mel e leite no preparo de cremes. Do ponto de vista
místico, acreditava- se que os deuses Horus e Ra protegiam de infecções os
olhos daqueles que usavam pintura.
Agora, um estudo recém-divulgado por pesquisadores
franceses detalha como a maquiagem servia de escudo para os olhos de nobres e
trabalhadores.
Embora já soubessem da presença do chumbo e do uso
medicinal da maquiagem, os cientistas não conseguiam explicar como uma tinta
que contém um metal tóxico podia fazer bem aos egípcios. Normalmente, o chumbo
é considerado tóxico. Mas ele pode ter efeitos positivos em concentrações muito
baixas. Bactérias eram abundantes nas águas paradas que o rio Nilo deixava
antes de sua cheia. Por isso, os egípcios usavam seus cosméticos para prevenir
ou tratar infecções oculares.
Para deixar sua pele mais macia. Cleópatra tomava banho
com leite de cabra.
Agora, algo que não dá para acreditar é que durante a
Idade Média os cosméticos desapareceram na Europa, pois a Igreja Católica
proibiu o culto à beleza e o Parlamento Inglês condenou a prática, alegando ser
bruxaria, ameaçando com prisão quem fizesse uso de tais produtos. (por isso
algumas guardam essas memórias até hoje e não gostam de usar maquiagem - o
inconsciente avisa que pode haver perigo, é uma defesa natural do ego).
O uso voltou na época das Cruzadas, quando o banho não
era diário e os odores corporais eram disfarçados pelo uso de perfumes. Foi
nessa época que a perfumaria se desenvolveu na cidade de Paris.
Os pós faciais, que surgiram em 4 000 a.C. na antiga
Grécia, eram perigosos porque tinham uma grande quantidade de chumbo em sua
composição e chegaram a causar várias mortes prematuras. O rouge era um pouco
mais seguro. Embora fosse feito com amoras e algas marinhas, substâncias
naturais, sua cor era extraída do cinabre (sulfeto de mercúrio), um mineral
vermelho. O mesmo rouge era usado nos lábios, como batom, onde era mais
facilmente ingerido e também causava envenenamento.
O costume de pintar as unhas nasceu na China, no século
III a.C. As cores do esmalte indicavam a classe social do indivíduo. Os
primeiros eram feitos de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelha.
Os reis pintavam as unhas com as cores preta e vermelha, depois substituídas
pelo dourado e pelo prateado. No Egito antigo, a tradição se repetiu.

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